Archive for the 'Ruby on Rails' Category

Instant Rails, o ambiente Rails de bolso

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Com a proliferação dos pen drives com alguns GB de capacidade e a preços acessíveis, aplicativos que rodam sem necessitar de instalação tornaram-se igualmente populares. Estes aplicativos “portáteis”, mais conhecidos como Portable Apps, podem ser executados diretamente do pen drive, geralmente com todas as funções dos equivalentes instaláveis. Eles são mais comuns em ambiente Windows (o site mais conhecido é o PortableApps, mas existem outros, como o The Portable Freeware Collection), porém também existem Portable Apps para Mac OS X. Até onde eu sei, não existem Portable Apps para Linux, porém, é possível executar os Portable Apps de Windows via Wine.

Como não poderia deixar de ser, existem também muitos ambientes de desenvolvimento portáteis. Talvez o mais conhecido seja o XAMPP, que inclui um servidor Apache com MySQL, PHP e Perl, entre outras ferramentas. Basta descompactar e executar.

Para Ruby on Rails, também existe um ambiente portátil. É o Instant Rails, infelizmente disponível somente para Windows. A exemplo do XAMPP, basta descompactar um arquivo zip para se ter um ambiente Rails totalmente funcional, com Mongrel, Apache e MySQL. É possível, inclusive, instalar RubyGems e plugins Rails normalmente, como num ambiente Rails comum. O pacote inclui ainda o SQLite, PHP, phpMyAdmin, o editor SciTE e o typo, sobre o qual já escrevi aqui no blog.

A principal desvantagem do Instant Rails é que ele está bastante desatualizado – a versão atual, 2.0, é de dezembro de 2007, e inclui as seguintes versões:

  • Ruby 1.8.6
  • Rails 2.0.2
  • Mongrel 1.1.2
  • RubyGems 1.0.1
  • Rake 0.8.1
  • Apache 1.3.33
  • MySQL 5.0.27
  • SQLite 3.5.4
  • PHP 4.3.10
  • SciTE 1.72
  • phpMyAdmin 2.10.0.2

Segundo o wiki do projeto, há uma petição solicitando o upgrade para a versão 1.9.1 do Ruby.

UPDATE: Só agora vi que o Urubatan escreveu sobre o mesmo assunto no blog dele. Só que ele citou o Ruby on Rails Portable, um projeto muito semelhante ao InstantRails, porém um pouco mais atualizado: a versão do Rails atualmente é 2.1.0 (a do Ruby é 1.8.6).

Outro projeto semelhante que encontrei, mas ainda não testei, é o Flash Rails.

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Ruby on Rails search engine

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O Google se tornou, há muito tempo, a ferramenta padrão para qualquer desenvolvedor procurar ajuda para resolver os problemas que encontra. Porém, os resultados retornados nem sempre são satisfatórios e confiáveis. O objetivo do Custom Ruby on Rails search engine é resolver este tipo de problema: ele filtra os resultados de uma busca no Google para exibir somente os resultados que vêm de uma lista específica de sites que o autor considera como confiáveis – além de links “oficiais”, como o site oficial do Rails, o wiki do Rails, o Ruby Forum e a API do Rails, alguns dos blogs mais conhecidos. O autor também aceita sugestões de sites para incluir nos resultados.

A ferramenta pode ser utilizada através do link direto ou através de um bookmarklet, conforme descrito no blog.

Fusão entre Rails e Merb

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Recentemente, a equipe de desenvolvimento do Rails, que vem trabalhando na versão 3 do framework, divulgou o merge do Rails com o Merb, outro framework Ruby bastante interessante, que até há pouco tempo, era visto como concorrente do Rails. A fusão já deve ocorrer na versão 3 do Rails. Muitos comentários que eu tenho lido sobre esta notícia foram bastante positivos, já que deve conciliar as melhores características de cada um.

Para mais detalhes, seguem alguns links sobre o assunto:

Aproveitando o assunto, começa na próxima semana um curso online de Merb do Satish Talim. Fiz o curso de Ruby dele e achei muito bom, acredito que este também seja.

Nova versão do mod_rails lançada

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Recentemente foi lançada a versão 2.0.5 do Phusion Passenger, também conhecido como mod_rails. Esta versão é compatível com Ruby 1.8.7 e Rails 2.3, que nem foi lançado ainda, além de incluir algumas melhorias na estabilidade e correção de bugs. Não testei nenhuma versão do mod_rails desde a primeira, mas pela freqüência de lançamento de novas versões e pelo que tem evoluído a cada versão, parece que tem tudo para se tornar um padrão para deploy de aplicações Rails.

Mais detalhes no blog do Phusion Passenger.

Ferramenta em Rails para criação de blogs

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Muitos tutoriais de Rails para iniciantes, para demonstrarem na prática como é rápido e simples criar aplicações web com ele, explicam como criar um blog em 15 minutos, baseados no screencast do David Heinemeier Hansson, criador do Rails, para o FISL 6.0. Apesar de ser uma aplicação funcional de blog, com opção para criar posts e adicionar comentários, é bastante limitado.

O Typo é uma aplicação desenvolvida em Rails para criação de blogs bastante completa (inclusive encontrei este blog criado com ele). Ele lembra muito o WordPress, acredito que tenha sido inspirado nele. A interface de administração é muito semelhante à do WordPress, apresentando basicamente as mesmas opções: criar posts e páginas, ver/aprovar/rejeitar comentários, criar usuários, customizar a barra lateral, etc. Há também uma opção para seleção de temas (outros temas podem ser encontrados aqui) e plugins com diversas funcionalidades, como APIs para Delicious, Flickr, Twitter e outros. Só senti falta das opções de estatísticas de acesso que o WordPress oferece.

A instalação pode ser feita através do comando gem (gem install typo), porém, tentei e não consegui instalar desta forma. Instalei a ferramenta pela versão tgz. Neste caso, basta descompactar a aplicação, copiar o arquivo database.yml.example, no diretório config, para database.yml, editá-lo conforme a configuração do banco de dados, e em seguida executar rake db:create para criar a estrutura do banco de dados. Caso você queira ser avisado por email quando receber comentários nos posts, copie também o arquivo config/mail.yml.example para mail.yml no mesmo diretório, e edite as configurações de SMTP.

O Typo também possui um servidor de feeds RSS/Atom. Porém, na versão atual (5.1.3), recebi uma mensagem de erro ao tentar acessar os feeds. Encontrei o erro no arquivo app/models/article.rb e corrigi substituindo o método link_to_author? (linhas 384 a 386) pelo seguinte:

def link_to_author?
  begin
    !user.email.blank? && blog.link_to_author
  rescue NoMethodError
    return false
  end
end

Rails sem banco de dados

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O Active Record é um dos principais componentes do Rails, pois é exatamente o model do MVC. Ele mapeia automaticamente uma classe numa tabela do banco de dados, criando métodos para acesso a cada atributo. Porém, e se quisermos desenvolver uma aplicação sem banco de dados?

Passei por esta situação recentemente: a aplicação acessa um servidor diretamente, via Atom, e, portanto, não precisa armazenar dados localmente. Porém, não basta comentar todas as linhas do arquivo config/database.yml, pois o Rails mostrará uma mensagem de erro informando que não encontrou o banco de dados correspondente.

Para resolver este problema, resolvi, inicialmente, tentar não utilizar o Active Record. Para isso, primeiramente precisei modificar o model que eu tinha na aplicação, retirando a herança de ActiveRecord::Base. Porém, ao tentar executar o servidor, recebi mensagens de erro informando que o banco de dados não foi encontrado. Isso ocorre porque, apesar de não haver qualquer classe herdando de ActiveRecord::Base no projeto, este módulo estava sendo carregado. Conseqüentemente, o Rails tentava ler o arquivo config/database.yml, que não estava configurado, resultando na mensagem de erro. Para evitar este problema, foi necessário evitar o carregamento do ActiveRecord explicitamente, acrescentando a linha abaixo ao arquivo config/environment.rb:

config.frameworks -= [ :active_record ]

Feito isto, o Rails passa a funcionar sem banco de dados e sem ActiveRecord. Porém, surgiu um outro problema: os testes unitários do Rails pararam de funcionar, pois a classe ActiveSupport::TestCase, que é a classe base para os testes unitários, não funciona sem ActiveRecord. Para resolver, troquei a herança desta classe para Test::Unit::TestCase, que era utilizada como padrão antes da versão 2 do Rails. Não sei exatamente quais são as diferenças entre as duas, mas só consegui resolver este problema desta forma – se alguém descobrir alguma outra solução, me avise!

Também precisei carregar explicitamente o model no arquivo de teste, pois o Rails deixou de fazer a referência automática a esta classe. Feitas as alterações, o arquivo de teste (ex: test/unit/usuario_test.rb) ficou assim:

require 'test/test_helper'
require 'test/unit'
require 'app/models/usuario'

class UsuarioTest < Test::Unit::TestCase
  # Replace this with your real tests.
  def test_truth
    assert true
  end
end

IDEs para Ruby on Rails

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O uso de IDEs para desenvolvimento em Rails é um assunto bastante controverso. Devido às diversas facilidades no desenvolvimento com este framework, muitas pessoas afirmam que uma IDE não é necessária, basta um editor de textos simples e um terminal. Outros acreditam que, apesar do alto grau de automação do Rails, ainda é vantajoso usar uma IDE. No meio desta discussão, acredito que, no caso do Ruby on Rails, a escolha torna-se um gosto pessoal.

Para os que estão no primeiro caso, a escolha do editor de texto também é uma questão de gosto pessoal. Alguns se sentem confortáveis com o vi, outros com o Emacs. Estes casos são mais comuns quando já há uma intimidade com estes editores – dificilmente alguém vai aprender a usar Emacs para desenvolver em Rails. Para quem prefere um editor mais amigável, há opções para todos os sistemas operacionais: no Linux, o Gedit, quando bem configurado com alguns dos diversos plugins disponíveis, torna-se uma poderosa ferramenta de desenvolvimento, com code completion, por exemplo. No Mac há o TextMate e no Windows o SciTe (também disponível para Linux). Para tarefas como rodar o servidor web, executar migrations e generates, debugar a aplicação ou trabalhar com uma ferramenta de controle de versão (CVS, SVN, GIT, etc), usa-se o terminal.

Para quem prefere usar uma IDE, a principal vantagem é não precisar recorrer ao terminal para executar as tarefas acima. Tudo é integrado, facilitando o trabalho. Realmente algumas dessas tarefas são extremamente simples, como executar migrations. Nestes casos, pouca diferença há entre usar a IDE ou o terminal. Porém, trabalhar com uma ferramenta de controle de versão e executar um debug por linha de comando pode ser trabalhoso. Acredito que estas sejam as principais vantagens de se usar uma IDE. Por outro lado, as IDEs requerem bastante memória do desktop, ao contrário dos editores de texto, e costumam ser mais instáveis.

As opções de IDE para Rails também são variadas, e as duas principais são o Aptana RadRails e o NetBeans. Nos últimos meses trabalhei com ambos alternadamente, e encontrei diversas vantagens e desvantagens em cada um.

Aptana RadRails

O Aptana RadRails pode ser instalado como um plugin do Eclipse ou isoladamente, caso você não o tenha instalado. Na primeira vez que o testei, há alguns meses, achei o plugin bastante instável, e com alguns bugs incômodos. Recentemente, ao verificar que havia uma nova versão disponível, testei novamente, e verifiquei que esta nova versão está bem melhor. Há alguns meses atrás, escrevi neste post que o RadRails não conseguia ler arquivos database.yml usando o formato descrito. Conforme este comentário do Chris Williams, um dos desenvolvedores do RadRails, a nova versão corrigiu este problema e outros que eu havia encontrado. A versão mais recente também possui um Ruby Shell bastante útil, inclusive com autocomplete de comandos e parâmetros, porém instável – já o vi travar algumas vezes. Outras vantagens do RadRails são:

  • Botões para acesso rápido ao Model, View, Controller, Helper e Test equivalentes ao arquivo ativo
  • Problema do DRY no database.yml corrigido
  • Suporte a testes mais completo (permite executar apenas um arquivo de testes de cada vez)

As principais desvantagens do RadRails são:

  • Problemas no autocomplete (não mostra todos os métodos)
  • O console não aceita a tecla para cima para acessar os últimos comandos, como no shell
  • Ruby shell instável (trava com freqüência)
  • Server não permite selecionar um environment diferente dos 3 defaults (development, test e production), mesmo que você tenha algum outro environment definido no arquivo database.yml

NetBeans

O suporte do NetBeans ao Rails tornou-se estável há mais tempo que o RadRails, com um editor para código Ruby bem completo. Atualmente, ambos diferenciam-se nos detalhes. Principais vantagens do NetBeans:

  • Ao selecionar um texto e digitar (, o editor envolve o texto selecionado com parênteses
  • Ao selecionar um texto e digitar #, o editor envolve o texto selecionado com #{ e }
  • Ao colocar o cursor sobre um end, o editor destaca o inicio desse bloco/método/classe
  • O find é mais fácil de usar (estilo Firefox, com highlight automático dos termos conforme você digita)

Principais desvantagens do NetBeans:

  • Problemas no autocomplete (mostra os métodos que não deveriam aparecer)
  • O console não aceita a tecla para cima para acessar os últimos comandos, como no shell
  • Suporte a SVN bastante limitado
  • A execução do server não permite selecionar o environment (sempre utiliza o development)
  • A opção Test executa todos os testes (não há opção para executar apenas um arquivo, ou apenas os testes unitários, por exemplo)

Concluindo, o editor do NetBeans me parece mais completo para tratamento de código Ruby. Porém, o ambiente do RadRails é mais completo para execução de testes, integração com SVN e outras tarefas. Um ponto onde ambos apresentam problemas é o autocomplete – às vezes aparecem métodos de mais, outras vezes de menos. Porém, devemos reconhecer que, por se tratar de uma linguagem dinâmica, onde uma variável não tem tipo fixo, é bastante complicado termos um autocomplete realmente preciso.


@guilhermgarnier

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