Posts Tagged 'Desenvolvimento ágil'

Resumo do Dev in Rio

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No último dia 14 aconteceu o Dev in Rio (veja vídeos e fotos do evento). Organizado pelo Guilherme Chapiewski e pelo Henrique Bastos, o evento foi um grande sucesso.

Na abertura do evento, Guilherme e Henrique informaram que o evento seria totalmente voltado para os desenvolvedores, destacando a importância de se integrar e reunir as pessoas para troca de experiências. Eles também ressaltaram a importância de se integrar comunidades de diferentes tecnologias, reforçando também a tendência dos desenvolvedores poliglotas.

A primeira palestra foi de Ryan Ozimek, sobre o CMS Joomla. Ryan, que não é desenvolvedor, falou sobre a história deste projeto, destacando a importância da participação da comunidade para o crescimento do Joomla.

Na palestra seguinte, Nico Steppat e Guilherme Silveira, da Caelum, falaram sobre Java como plataforma, e não como linguagem, destacando o suporte a várias linguagens, permitindo que possamos escolher a linguagem mais adequada a cada situação sem perder as vantagens oferecidas pela plataforma.

Após o almoço, Fábio Akita trouxe uma geral sobre o ecossistema Ruby on Rails. Na minha opinião, esta foi a melhor palestra do evento, pois ele soube resumir em pouco tempo uma quantidade enorme de conteúdo. Primeiramente, ele trouxe um histórico da linguagem Ruby, e, através de uma “meta-apresentação”, mostrou um pouco da linguagem e suas principais características, como meta-programação, por exemplo. Depois, falou sobre Rails, destacando algumas de suas principais características e os mais famosos mitos, como “Rails não escala” (link para a apresentação).

Em seguida, Jacob Kaplan-Moss, um dos criadores do Django, falou sobre este framework Python, sua história, evolução e principais características (link para a apresentação).

Na última palestra, Jeff Patton falou sobre metodologias ágeis, mas focando na criação de produtos e interação com o cliente, e não no desenvolvimento em si. Ele trouxe como exemplo o desenvolvimento de um produto real, as dificuldades encontradas e as soluções utilizadas.

Finalmente, foi feita uma espécie de mesa redonda com a maioria dos palestrantes e alguns convidados, como Marcos Tapajós, Sylvestre Mergulhão e Daniel Cukier, entre outros. Vinicius Teles fez o papel de mediador entre os participantes e o público.

Em paralelo às palestras, ocorreram coding dojos de Ruby, Python e Java. Destaque também para a tradução simultânea das palestras (tanto inglês-português quanto português-inglês), serviço que foi bastante elogiado por aqueles que o utilizaram. Também foram sorteados vários brindes no final, como ingressos para o Rails Summit.

No final, o balanço do evento foi extremamente positivo, pois conseguiu reunir muita gente, incluindo figuras bastante importantes e conhecidas no desenvolvimento de software. Os organizadores estão de parabéns, pois tudo correu sem qualquer problema aparente, todas as palestras foram muito pontuais e de excelente qualidade. Agora, só resta esperar pelo Dev in Rio 2010! Vale a pena conferir também os posts do Guilherme e do Henrique sobre o evento.

Dev in Rio – eu vou!

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Muitos já devem estar sabendo, mas acho que não custa nada ajudar a divulgar: no dia 14 de setembro ocorrerá aqui no Rio de Janeiro um evento imperdível: o Dev in Rio. Organizado pelo Guilherme Chapiewski e pelo Henrique Bastos, o evento terá palestras sobre Rails, Django, Java, Open Source e metodologias ágeis, contando, inclusive, com palestrantes internacionais. A inscrição custa apenas R$ 65,00, e, pelo sucesso que está fazendo, acho que as vagas vão acabar logo!

Para quem estiver sem grana, vale a pena tentar ganhar ingressos pelo RubyInside ou pela revista TI digital.

Mais informações sobre o Dev in Rio no site e no twitter. Parabéns aos organizadores pela iniciativa!

Scrum e comprometimento

Post movido para: http://blog.guilhermegarnier.com/2009/04/29/scrum-e-comprometimento/

No ano passado trabalhei na Globo.com, e lá tive algumas oportunidades de trabalhar com Scrum (aliás, para quem ainda não leu, recomendo o post do Guilherme Chapiewski sobre a adoção de Scrum na Globo.com). Eu pretendia escrever sobre isso há algum tempo, mas a procrastinação me impedia de transformar um rascunho antigo neste post.

Quando cheguei na empresa, eu não sabia nada sobre Scrum, e fiquei muito curioso ao ver que, em determinado horário, todos os dias, todos os membros de algumas equipes levantavam-se, reuniam-se (em pé!) em torno de um cartaz na parede com vários post-its, e, após 15 minutos, todos retornavam às suas atividades normais. Comecei a observar e estudar o assunto, e aos poucos fui percebendo a simplicidade desta metodologia: tudo o que não for realmente necessário não deve ser feito. Acredito que isto seja um dos principais elementos do Scrum, pois ajuda a manter o foco naquilo que é realmente importante.

Outro ponto importantíssimo, e que é o assunto principal deste post, é o comprometimento. Para que o Scrum realmente funcione, é necessário que o time esteja comprometido com o projeto.

Num dos projetos em que trabalhei com Scrum, o Scrum Master era o Guilherme Chapiewski e o Product Owner, inicialmente, era o Antônio Carlos Silveira. Porém, por falta de tempo disponível para dedicar-se ao projeto, o Antônio saiu do time, repassando o papel de PO para outra pessoa. De todo o time, incluindo o SM e o PO, eu era o único que não estava envolvido em outro projeto. O GC, por exemplo, trabalhava em um outro projeto que era muito maior e mais importante que este, que, consequentemente, tinha baixa prioridade. Desta forma, começamos a passar pelos seguintes problemas:

  • nos Daily Meetings geralmente eu tinha concluído a minha tarefa, e muitas vezes até adiantado alguma outra, enquanto os demais membros do time não tinham nem iniciado as suas, pois estavam muito ocupados com seus outros projetos, e já sabiam que não poderiam iniciá-las nos próximos 2 ou 3 dias;
  • após algumas semanas, começamos a não conseguir mais realizar o Daily Meeting todos os dias, pois não conseguíamos 15 minutos livres de todos os membros do time simultaneamente.

Quando isso começou a acontecer com mais frequencia, começamos, na prática, a parar de usar Scrum, pois já não havia mais comprometimento. Como o Bruno Carvalho já escreveu, Daily Meeting é comprometimento. Não estou dizendo que o time estava desestimulado ou não queria se dedicar ao projeto. Pelo contrário, todos achavam o projeto bem interessante, porém não conseguiam se comprometer a ele, exatamente por estarem comprometidos com outro.

A solução encontrada pelo GC foi pararmos de usar Scrum neste projeto, pois tornou-se impossível praticar Scrum sem que todos os membros estivessem comprometidos. Continuamos a utilizar algumas das práticas do Scrum, como o Planning e o Review, mas na verdade não era Scrum.

A lição que tirei daí foi que é importantíssimo ter um time comprometido com um projeto para que o Scrum realmente aconteça, e que, sem isso, fica muito difícil utilizá-lo na prática. Até acredito que seja possível trabalhar em dois projetos simultâneos com Scrum, mas com certeza exigiria uma grande disciplina para conseguir dividir igualmente o tempo entre os dois, sem deixar de comprometer-se com um ou outro.

Material sobre Scrum

Post movido para: http://blog.guilhermegarnier.com/2008/04/01/material-sobre-scrum/

Aqui na Globo.com adotamos Scrum em (quase) todos os projetos. Quando cheguei aqui eu não conhecia praticamente nada sobre Scrum, e precisei aprender sobre o assunto para não ficar perdido.

Minha primeira fonte de consulta para o assunto foi o ótimo livro Agile Software Development with Scrum (que, inclusive, está na lista de livros recomendados para desenvolvedores pelo Guilherme Chapiewski). É um livro introdutório, muito bom para quem está começando a conhecer o assunto.

Outro material interessante sobre o assunto são as checklists, também indicadas pelo GC.

Finalmente, o site Visão Ágil, que publica periodicamente uma revista em PDF sobre desenvolvimento ágil, inaugurou uma seção Biblioteca, com palestras, artigos e apresentações, alguns deles sobre Scrum. Vale a pena dar uma olhada.


@guilhermgarnier

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