Posts Tagged 'Java'

Problema com múltiplos joins em Criteria

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O Criteria é uma API do Hibernate que facilita muito quando precisamos montar uma query complexa com filtros opcionais. Adicionar restrições ou criar joins com esta API é muito mais simples de gerenciar do que concatenando Strings, como faríamos ao trabalhar com SQL puro.

Apesar das vantagens, o Criteria também tem alguns problemas. O último que encontrei foi ao tentar fazer 2 joins entre as mesmas 2 tabelas. No meu caso, eu tinha no banco as tabelas projeto e historico. A segunda tabela é populada através de uma trigger no banco: sempre que o status do projeto muda, a tabela historico registra o status anterior do projeto com data/hora da mudança. Eu precisava fazer uma query que buscasse um projeto com status “iniciado” num determinado período de datas e com status “finalizado” em outro período. Inicialmente, pensei simplesmente em criar 2 joins entre as tabelas, cada um com um alias diferente e filtrando pelas datas específicas:

Criteria criteria = getSession().createCriteria(Projeto.class);

// Primeiro join
criteria.createCriteria("historicoList", "historicoIniciado", Criteria.LEFT_JOIN)
        .add(Restrictions.eq("historicoIniciado.status", Status.INICIADO.value()))
        .add(Restrictions.ge("historicoIniciado.data", dataIniciadoDe))
        .add(Restrictions.le("historicoIniciado.data", dataIniciadoAte));

// Segundo join
criteria.createCriteria("historicoList", "historicoFinalizado", Criteria.LEFT_JOIN)
        .add(Restrictions.eq("historicoFinalizado.status", Status.FINALIZADO.value()))
        .add(Restrictions.ge("historicoFinalizado.data", dataFinalizadoDe))
        .add(Restrictions.le("historicoFinalizado.data", dataFinalizadoAte));

O código acima, apesar de semelhante ao que eu já havia criado para adicionar outros filtros à query de projetos, fazendo joins com outras tabelas, não funcionava. Tentei retirar um dos joins com a tabela historico e funcionou. Ou seja, o problema estava na criação do segundo join com as mesmas tabelas, mesmo utilizando aliases diferentes. Ao pesquisar este problema, descobri que não é um bug. Na verdade, o Criteria não suporta múltiplos joins para a mesma associação.

Sendo assim, a solução que encontrei para este problema foi criar uma subquery para a tabela historico, utilizando um DetachedCriteria:

DetachedCriteria historicoCriteria = DetachedCriteria.forClass(Historico.class, "historicoIniciado")
        .setProjection(Projections.distinct(Projections.property("projeto")))
        .add(Restrictions.eq("historicoIniciado.status", Status.INICIADO.value()));
        .add(Restrictions.ge("historicoIniciado.data", dataIniciadoDe));
        .add(Restrictions.le("historicoIniciado.data", dataIniciadoAte));
criteria.add(Subqueries.propertyIn("id", historicoCriteria));

Desta forma, apenas um dos joins precisa ser substituído por uma subquery. O outro join pode ser mantido sem problemas.

Resumo do Dev in Rio

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No último dia 14 aconteceu o Dev in Rio (veja vídeos e fotos do evento). Organizado pelo Guilherme Chapiewski e pelo Henrique Bastos, o evento foi um grande sucesso.

Na abertura do evento, Guilherme e Henrique informaram que o evento seria totalmente voltado para os desenvolvedores, destacando a importância de se integrar e reunir as pessoas para troca de experiências. Eles também ressaltaram a importância de se integrar comunidades de diferentes tecnologias, reforçando também a tendência dos desenvolvedores poliglotas.

A primeira palestra foi de Ryan Ozimek, sobre o CMS Joomla. Ryan, que não é desenvolvedor, falou sobre a história deste projeto, destacando a importância da participação da comunidade para o crescimento do Joomla.

Na palestra seguinte, Nico Steppat e Guilherme Silveira, da Caelum, falaram sobre Java como plataforma, e não como linguagem, destacando o suporte a várias linguagens, permitindo que possamos escolher a linguagem mais adequada a cada situação sem perder as vantagens oferecidas pela plataforma.

Após o almoço, Fábio Akita trouxe uma geral sobre o ecossistema Ruby on Rails. Na minha opinião, esta foi a melhor palestra do evento, pois ele soube resumir em pouco tempo uma quantidade enorme de conteúdo. Primeiramente, ele trouxe um histórico da linguagem Ruby, e, através de uma “meta-apresentação”, mostrou um pouco da linguagem e suas principais características, como meta-programação, por exemplo. Depois, falou sobre Rails, destacando algumas de suas principais características e os mais famosos mitos, como “Rails não escala” (link para a apresentação).

Em seguida, Jacob Kaplan-Moss, um dos criadores do Django, falou sobre este framework Python, sua história, evolução e principais características (link para a apresentação).

Na última palestra, Jeff Patton falou sobre metodologias ágeis, mas focando na criação de produtos e interação com o cliente, e não no desenvolvimento em si. Ele trouxe como exemplo o desenvolvimento de um produto real, as dificuldades encontradas e as soluções utilizadas.

Finalmente, foi feita uma espécie de mesa redonda com a maioria dos palestrantes e alguns convidados, como Marcos Tapajós, Sylvestre Mergulhão e Daniel Cukier, entre outros. Vinicius Teles fez o papel de mediador entre os participantes e o público.

Em paralelo às palestras, ocorreram coding dojos de Ruby, Python e Java. Destaque também para a tradução simultânea das palestras (tanto inglês-português quanto português-inglês), serviço que foi bastante elogiado por aqueles que o utilizaram. Também foram sorteados vários brindes no final, como ingressos para o Rails Summit.

No final, o balanço do evento foi extremamente positivo, pois conseguiu reunir muita gente, incluindo figuras bastante importantes e conhecidas no desenvolvimento de software. Os organizadores estão de parabéns, pois tudo correu sem qualquer problema aparente, todas as palestras foram muito pontuais e de excelente qualidade. Agora, só resta esperar pelo Dev in Rio 2010! Vale a pena conferir também os posts do Guilherme e do Henrique sobre o evento.

Dev in Rio – eu vou!

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Muitos já devem estar sabendo, mas acho que não custa nada ajudar a divulgar: no dia 14 de setembro ocorrerá aqui no Rio de Janeiro um evento imperdível: o Dev in Rio. Organizado pelo Guilherme Chapiewski e pelo Henrique Bastos, o evento terá palestras sobre Rails, Django, Java, Open Source e metodologias ágeis, contando, inclusive, com palestrantes internacionais. A inscrição custa apenas R$ 65,00, e, pelo sucesso que está fazendo, acho que as vagas vão acabar logo!

Para quem estiver sem grana, vale a pena tentar ganhar ingressos pelo RubyInside ou pela revista TI digital.

Mais informações sobre o Dev in Rio no site e no twitter. Parabéns aos organizadores pela iniciativa!

Livros técnicos traduzidos nunca mais

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Há alguns meses atrás, eu estava interessado no livro Effective Java, segunda edição. A princípio, eu pretendia comprar na Amazon, mas decidi pesquisar antes. Pela internet, não achei o livro mais barato em nenhum lugar, mas acabei encontrando em uma livraria perto do trabalho por um precinho camarada. Só tinha um problema: era a edição traduzida em português.

Inicialmente nem pensei em comprar a edição traduzida, pois acho que livros técnicos devem ser mantidos na língua original. Algumas pessoas que discordam disto argumentam que nem todos dominam o inglês, mas, sinceramente, se você tem dificuldades com inglês e quer estudar informática, procure um curso de inglês urgente! Por mais que você procure ler somente livros em português, em algum momento vai precisar consultar alguma documentação, referência ou fórum de discussão em inglês. Além disso, acho que nas traduções, por melhores que sejam, acaba-se perdendo um pouco do original (como num filme dublado, em que algumas piadas em inglês perdem completamente o sentido quando traduzidas), aumentando a possibilidade de erros e a dificuldade de compreensão do assunto. Num livro de programação então nem se fala, pois é muito comum utilizarmos muitos termos em inglês que não têm tradução para português – ou até tem, mas o original se popularizou tanto que é usado como se fosse uma palavra do nosso vocabulário.

Na época em que fiz essa pesquisa, o livro estava mais caro na Amazon do que hoje, e ainda tinha que incluir o frete. Aquela edição traduzida sairia por menos da metade. Além disso, eu não teria que esperar a entrega, era só dar um pulo na livraria e comprar. Decidi dar uma folheada no livro, só pra ver se tinha algum erro gritante de tradução, como trechos de código traduzidos – sim, eu já vi livros com aberrações como “calculaMédia”, com acento mesmo. Como não encontrei nada de mais, acabei me deixando levar pela tentação de economizar uns trocados e comprando o livro traduzido.

Quando comecei a ler, achei a tradução muito boa. Nos primeiros capítulos, o único termo que machucou os ouvidos foi “encaixotamento automático” em vez de autoboxing – por mais que esteja correto, esse é um daqueles termos que não se costuma traduzir. Além disso, os trechos de código foram mantidos originais, e abaixo de cada um há a tradução de cada linha de comentário. Achei um pouco desnecessário, porém interessante.

Ao chegar no capítulo 4, estranhamente os comentários nos códigos passaram a ser substituídos pelos traduzidos. Isso continua até o final do livro. Aparentemente a tradução foi feita por pessoas diferentes, e faltou uma revisão mais rigorosa no final. Porém, não é nada que atrapalhe. Mais adiante, vi uma citação a uma referência bibliográfica e resolvi verificar qual era o nome do livro referenciado. Descobri que o livro não tinha bibliografia! Obviamente isso é uma exclusividade da edição em português. Mais uma falha de revisão, e esta é mais grave.

Quando comecei a ler o capítulo 5, que fala sobre generics, achei o trecho abaixo bem estranho:

Antes da versão 1.5, essa teria sido uma declaração de coleção exemplar:

/**
* Minha coleção de selos. Contém apenas instâncias de Stamp.
*/
private final stamps = …;

Não está faltando definir o tipo de stamps? Tudo bem, eu não devo ter entendido direito. Sigo a leitura e, um pouco mais à frente aparece o seguinte:

Com os genéricos, você substituiria o comentário por uma declaração de tipo aperfeiçoada para a coleção que passaria ao compilador as informações que anteriormente ficariam ocultas no comentário:

private final stamps = …;

Ué, mudou alguma coisa? Não é exatamente igual ao código anterior? Resolvi pegar o livro original em inglês emprestado com um amigo, e vejo que nele aparecem os seguintes trechos:

Before release 1.5, this would have been an exemplary collection declaration:

// Now a raw collection type – don´t do this!

/**
* My stamp collection. Contains only Stamp instances.
*/
private final Collection stamps = … ;

e

With generics, you replace the comment with an improved type declaration for the collection that tells the compiler the information that was previously hidden in the comment:

// Parameterized collection type – typesafe
private final Collection <Stamp> stamps = … ;

Os destaques em negrito são do livro original. Aparentemente, tudo o que estava em negrito foi omitido na tradução! E, se estava em negrito, é porque é exatamente o trecho mais importante do código! Posteriormente, descobri que isso acontece em todo o capítulo 5. Do 6 em diante os códigos voltam ao normal e não encontrei mais nenhuma bizarrice, exceto a tradução de “thread” para “segmento”.

Outro erro que se repetiu bastante no livro são as referências a números de páginas (ex: “veja a página 147”). Em todas as situações em que isso ocorre, o número da página que é referenciado é o do livro original, tornando a referência inútil na edição traduzida.

A conclusão que tirei dessa situação: livro técnico traduzido nunca mais! Os trocados que resolvi economizar com o livro acabaram saindo muito caros. Vale muito mais a pena investir um pouco mais no livro original – e num curso de inglês, caso você precise – para não ter dor de cabeça com livros mal traduzidos.

Tutoriais de JSF

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Uma das maiores dificuldades para se aprender JSF é seu aparentemente complexo ciclo de vida, composto por 6 fases. Ao debugar uma aplicação JSF, percebe-se que alguns métodos dos Managed Beans são executados várias vezes, uma em cada fase, o que não é muito intuitivo, principalmente quando se está acostumado com outros frameworks web que utilizam abordagens bem diferentes.

Para facilitar a compreensão do ciclo de vida do JSF, recomendo o tutorial The JSF application lifecycle, da IBM. Ele explica cada fase, e apresenta um exemplo bem simples de uma aplicação usando JSF. Este tutorial é a segunda parte da série “JSF for nonbelievers”. As demais partes também são bem interessantes:


@guilhermgarnier

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